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Archive for junho \16\UTC 2009

Hoje discutimos muito Acessibilidade. O evento foi ótimo e é sempre bom aprender com pessoas experientes de todo o Brasil. Vou postar aqui apenas alguns detalhes de hoje.

A primeira palestrante foi a arquiteta Adriana de Almeida Prado, que além de falar sobre as Leis e Decretos sobre Acessibilidade, falou uma frase que eu gostei muito: “Trabalhar com Acessibilidade é trabalhar em causa própria, porque vou ser idosa e querer tudo acessível”

Disse também que o celular é o aparelho mais acessível, por ter um desenho padrão que atende o “desenho universal”. Em todo celular há um tipo de “elevação” no número 5, assim o deficiente visual sabe a posição dos números. Além disso uma pessoa com deficiência auditiva se comunica através de mensagens de texto!

Depois palestrou o arquiteto Marcelo Pinto Guimarães, de Minas Gerais que dá aula de Acessibilidade em faculdade, veja o pequeno curriculo dele:  http://migre.me/2ond

Esse slide foi ótimo, mostra como Acessibilidade estará em alta até 2010!

slide do marcelo

Depois teve exposição de alguns fornecedores:
expositores
Daud é uma fábrica de pisos de borracha que está no mercado desde 1935, e também produz pisos táteis.
Esta “cadeira” da Thyssen Krupp é indicada para escadas de residencias e seu preço mínimo é 16 mil reais.

Depois a arquiteta de Santa Catarina: Vera Helena Moro Bins Elydeu um show com seus slides! http://migre.me/2opM

Vera Helena 1
vera helena 2

Para fechar o dia a Arquiteta Presidente da CPA (Comissão Permanente de Acessibilidade – São Paulo) Silvana Cambiaghi, falou sobre sua luta para trazer a Acessibilidade para o Brasil.

silvana

A foto abaixo não ficou muito boa, mas mostra a foto que ela tirou da PRIMEIRA GUIA REBAIXADA de calçada, nos Estados Unidos, em 1972! Por coincidência (ou não) ela estava lá neste dia.

Mais tarde em 1993 ela fundou a CPA, e graças a ela o tema ACESSIBILIDADE começou a ser discutido no Brasil! 🙂

silvana 2

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Esse vídeo é perfeito.

Item 6.1.5 da Norma NBR 9050/2004: As grelhas e juntas de dilatação devem estar preferencialmente fora do fluxo principal de circulação.
Quando instaladas transversalmente em rotas acessíveis, os vãos resultantes devem ter, no sentido
transversal ao movimento, dimensão máxima de 15 mm.

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Braille

Braille é um sistema de leitura com o tato para cegos inventado pelo francês Louis Braille.
Braille-
O Braille foi introduzido no Brasil com o trabalho conjunto da Fundação Dorina Nowill para Cegos e do Instituto Benjamin Constant.
braille
Existem brinquedos educativos para ensinar Braille para crianças cegas:
brinquedo em braille
Quem se interessar mais pelo assunto pode ler esta matéria http://www.bengalalegal.com/crianca.php no site “A Bengala Legal”, é um texto muito bem escrito e explica como ensinar Braille a uma criança cega!
Na parte de dentro do meu logotipo as bolinhas são uma célula Braille, já tinha reparado? 🙂

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O Concurso de Moda Inclusiva é o primeiro evento desse tipo realizado no mundo!

moda inclusiva 3

As estilistas desenvolveram roupas para pessoas com deficiência com objetivo: fácil colocação, bolsos em lugares estratégicos, o paletó de uma pessoa em cadeira de rodas não pode ficar “embolado”, casaco com zíper para fácil colocação, algumas peças tinham textos com poesias em Braille, enfim. Muita criatividade!

O modelo que mais me chamou atenção foi uma roupa com bolso do tamanho certinho para caber uma bengala quando está dobrada. Assim o deficiente visual quando não estiver usando a bengala fica com as mãos livres e se precisar da bengala de novo ela estará em fácil acesso.

moda inclusiva 1

Na passarela havia PISO TÁTIL. Assim a modelo com deficiência visual teve total autonomia na passarela!

Quando a modelo “sentiu” o piso tátil de alerta (o de bolinhas) ela sabia que deveria virar. E o piso tátil direcional (o compridinho) ela sabia que deveria seguir em frente.

Quando ela chegou no final da passarela sentiu de novo o piso tátil de alerta e voltou. Não precisou ninguém acompanhá-la ou ficar gritando: “volta, volta, por aqui, pra esqueeeerda!”

moda inclusiva 2

Adorei o evento. A iniciativa foi ótima! 🙂

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O tema do meu TFG – Trabalho Final de Graduação – foi “Parque Multi Sensorial” em um terreno em Santos, litoral de São Paulo. Isso em 2005.

Eu não sabia nada sobre Acessibilidade e foi difícil algum professor querer me orientar, pois eles também não sabiam nada sobre o tema.

Eu meio que instintivamente fui desenhando e fui me imaginando como uma deficiente em um Parque.

Também frequentei muito Parque com os olhos vendados e depois fazia o mesmo percurso sem a venda nos olhos.

tese 2

Na época eu observei que na Norma de Acessibilidade não fala de LAZER ACESSÍVEL em Parques! E a pessoa com deficiência não quer só ir em agência bancária, escola e hospital. O lazer também é muito importante e também deve ser acessível.

Eu projetei também uma área de lazer lúdica para crianças com deficiência. Na Norma de Acessibilidade a criança com deficiência ainda não foi estudada. Então eu tirei a medida de algumas cadeiras de rodas infantis e desenhei alguns “brinquedos”.

tese 1

Esse projeto nunca saiu do papel, mas foi com ele que eu vim pra São Paulo e comecei a trabalhar com Acessibilidade. E todos os meus dias como arquiteta foram dedicados a este tema: Acessibilidade.

Adoro. 😀

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As escadas

As pessoas com baixa visão também sentem dificuldades em subir escadas. Os degraus todos de uma cor só acabam confundindo e a pessoa pisa em falso… (ainda mais se a escada estivel mal iluminada).

Os idosos também reclamam muito de escadas sem corrimão! E qualquer queda em escadas, pra um idoso, pode comprometer seus movimentos por um bom tempo, já que a recuperação para idosos é mais demorada.

escada acessível

Esse “antes e depois” mostra o que deve ser feito para facilitar o uso da escada para um idoso, pessoa com baixa visão, deficiente visual, pessoa com uma perna quebrada, enfim.

😉

(Podem me fazer perguntas! Se tiver alguma sugestão ou reclamação idem!)

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Facilitadores

sabesp

Para o cliente entender como ficaria a rampa depois das adaptações, fiz no CorelDraw essa montagem.

A rampa existente possui guarda corpo, ótimo para instalar o corrimão, que deve ser duplo (por ser uma rampa) deve ter uma série de especificações, uma delas é uma plaquinha em Braille indicando “final” ou “início” da rampa.

O corrimão deve estar associado com o piso tátil, assim quando o deficiente visual sentir este piso, recolhe a bengala e se guia pelo corrimão! Ou os dois: bengala e corrimão, depende do gosto.

Neste caso estão faltando alguns detalhes que eu vou colocar depois.

Esta foto foi apenas para ilustrar que pequenas instervenções não nos atrapalha em nada e facilita a vida de muita gente!

Este corrimão não serve apenas para idosos e deficientes visuais, é indicado também para pessoas em cadeiras de rodas e por isso tem duas alturas.

Acessibilidade facilita o dia a dia de muita gente. 😀

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