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Archive for março \29\UTC 2010

O edifício da Vila Penteado está localizado na Rua Maranhão, n° 88, no bairro Higienópolis, São Paulo. Trata-se de um palacete construído no início do século XX para abrigar a família do comendador Antonio Álvares Penteado, poderoso fazendeiro de café empenhado na industrialização paulista.

A “Vila Penteado” foi doada à Universidade de São Paulo no final da década de 1930, com o fim específico de abrigar uma Faculdade de Arquitetura. O próprio edifício era considerado, desde seu projeto, como uma obra de arte, de autoria do arquiteto Carlos Ekmam.

O edifício é maravilhoso e bem conservado. Só não é acessível, como quase todos de sua época.

Para torná-lo acessível sem alterar suas características históricas, algumas intervenções foram propostas:

– rampa de acesso

– corrimão de um lado só da escada

– sanitários adaptados

– elevador (acesso ao pavimento superior)

Rampa de acesso, mantendo o percurso de acesso original ao lado:

Corrimão de um lado só da escada. Isso para dar o contraste do antigo e o novo/acessível, e conserva o corrimão existente.

Elevador de acesso para o pavimento superior. Existem muitos professores idosos, e depois das adequações, pessoas em cadeira de rodas poderão ter acesso a todos os ambientes.

Sanitário adaptado. Neste caso será fácil, pois antigamente os sanitários eram generosos!

Além dessas adequações, outros detalhes deverão ser propostos, como piso tátil, recepção, sinalização, etc.

Agora cabe a algum arquiteto, que não seja conservador, implementar essas adaptações.

O edifício deve privilegiar o homem, independente da diversidade humana. 🙂

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Ao adaptar um edifício residencial antigo, devemos esgotar todas as possibilidades de torná-lo acessível.

Em alguns casos a adaptação não é 100% garantida, por motivos físicos, mas podemos MINIMIZAR o esforço das pessoas com deficiência.

O caso a seguir é um exemplo claro: edificio antigo; condominio sem dinheiro para grandes reformas; um morador com deficiencia; falta de espaço físico para adequação de acessibilidade.

Na foto acima a solução não é tão complicada, basta eliminar os degraus isolados com rampas… Mas veja que bem ao fundo dessa foto já dá pra ver a escada, e a mulher está apontando para uma laje bem em frente essa escada.

Está aí (na foto acima) a laje que pertence a um apartamento. E próxima a esta laje tem a escada, onde se torna impossível transformá-la em rampa. Caso exista uma rampa, a passagem ficaria com cerca de 0,60m de altura.

Não dá pra “arrasta” esta rampa mais para trás, pois existem portas de entrada de residências.

Então a solução adotada foi suavizar os degraus da escada: o piso onde o padrão é de 0,30m ficará com 0,42m e a altura onde o padrão é 0,17m ficará com 0,12m.

Veja a ilustração:

Ficou assim:

O desenho ficou tosco, mas é só pra mostrar que com essa medida, a roda da cadeira cabe certinha no degrau. E com a altura um pouco menor do degrau, também fica mais fácil!

A pessoa de cadeira de rodas não vai descer e subir sozinha esta escada, porém exigirá menos esforço da pessoa que está ajudando.

Em escada convencional a cadeira de rodas não fica parada no degrau e quem está acompanhando o cadeirante tem que ter muita força para segurar a cadeira. É perigoso, pois a pessoa com deficiência pode sair rolando escada abaixo…

Devemos lembrar que esta foi a única solução encontrada, que não dá autonomia, mas com certeza é a mais confortável.

🙂

Obs: Este revestimento de piso – miracema – não é recomendado e será trocado em breve. A escada ganhará corrimão de ambos os lados.

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Acessibilidade em Santos

Eu sou de Santos e trabalho em São Paulo desde que me formei. E moro em São Paulo há 3 anos.

Me formei na FAUS e o objeto de estudo do meu TFG foi o Emissário Submarino e lá eu fiz a proposta de um Parque Multisensorial – que visava principalmente o lazer dos deficientes visuais.

Contemplava também o acesso até o mar de pessoas em cadeira de rodas, de surfistas com deficiência, etc. Ninguém na época se interessou pelo meu trabalho e muitos até debocharam.

Agora a Praia ganhou esta preocupação com Acessibilidade! VEJA AQUI.

Demorou para alguma coisa ser feita, e espero que muito mais seja feito com relação a acessibilidade. Não só na praia e na orla – que é um cartão postal – mas em toda a cidade, que é onde mais precisa!

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Mictório

Mictório também deve ter barra de apoio.

Ainda não falei sobre isso aqui, e como sou moça acabo esquecendo desse assunto, pois não é sempre que entro em um sanitário que tem mictório!

É necessário que tenha barras na vertical, como mostra na ilustração. Serve para pessoas em cadeira de rodas que conseguem ficar de pé e tem dificuldade para se equilibrar e também rapazes de muleta.

Aí o rapaz escolhe qual mão vai segurar a barra, para que a outra… bom, vocês sabem!

Serve também para bêbados sem equilíbrio.

Não é necessário instalar as barras em todos os mictórios, mas é sempre bom disponibilizar essa possibilidade em apenas um mictório!

🙂

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Motel Acessível

Existe um Motel Acessível em São Paulo! E eu fui lá conferir.

O nome é Swing Motel e fica no Morumbi.

Pessoas bem conhecidas já foram lá com uma finalidade diferente da minha, mas eu não vou entregar ninguém!

Olha só, pra começar, seu carro vai ficar no mesmo nível da suite: nada de subir escadas!

Entrada acessível.

A suite é bem ampla, não há espaço inacessível.

Acesso para a banheira de acordo com a Norma de Acessibilidade.

Além do sanitário acessível, as portas também são.

Tem até sauna!

Altura correta para receber o pedido!

E depois de receber o pedido, comer em uma mesa acessível onde duas pessoas de cadeira de rodas podem usar a mesa com conforto.

Sem dúvida, este Motel deve servir de exemplo para os outros! Conversando com a recepcionista, esta suite sempre é procurada e nos fins de semana as pessoas chegam até a agendar horário.

Ao chegar lá fale que quer a suite 64, você vai ser muito feliz lá!

😀

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Rampa

Rampas não devem ser feitas de qualquer jeito, pois se for inadequada pode ser até pior que uma escada.

A Norma de Acessibilidade diz que uma rampa deve ter 8,33% de inclinação, ter corrimão de ambos os lados, largura mínima de 1,20m, etc. Tudo isso garante autonomia, segurança e conforto.

Mesmo em escadas, é necessário que se tenha corrimão, ainda mais em lugares abertos onde a escada pode ficar escorregadia.

Esses são apenas alguns detalhes que faltam na Secretaria da Justiça, em São Paulo, perto do Páteo do Colégio, no Centro.

Fui avisar aos seguranças o motivo de estar tirando fotos, e perguntei se eles poderiam ajudar a minha amiga de cadeira de rodas a subir a rampa. Ele disse que não pode ajudar por estar armado.

Lá fui eu ajudá-la. Descemos da calçada e fomos pro meio da rua, acessar a primeira rampa. Na segunda rampa eu quase escorreguei, por ser metálica e muito lisa, quase caí junto com a minha amiga e ao chegar na terceira rampa, o segurança ajudou.

E agora pra descer? Ainda bem que a Julie (@guardiapaulista) tem coragem!

Para descer alguém tem que ficar no meio da rua avisando se está vindo carro.

E se alguém quiser apenas passar na calçada, deverá pular a rampa ou ir pela rua.

É um edifício histórico e muitos arquitetos devem ser contra qualquer tipo de alteração de fachada. Porém, esta rampa é pior do que qualquer intervenção correta de acessibilidade. O homem deve ser privilegiado em qualquer edifício, afinal, é para o homem que o arquiteto projeta.

Se ali tivesse um elevador seria mais JUSTO.

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Sou colunista do portal Vida mais Livre, onde falo do meu assunto preferido: Acessibilidade.

Confira AQUI o site e saiba aqui como e onde começaram a falar de acessibilidade.

Podem deixar seus comentários! 😀

Boa leitura!

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