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Archive for julho \28\UTC 2010

Essa imagem me chamou a atenção!

Não só para pessoas em cadeira de rodas, mas qualquer outra pessoa tem no mínimo medo do vão entre o trem (da CPTM) e a plataforma.
O vão é muito grande! É um perigo!

É um perigo não segurar a mão de uma criança.
Uma pessoa com deficiência visual tem que tomar cuidado redobrado.
Agora imagine o anão.

Uma solução que me ocorreu é: quando a porta recolhe para abrir, ao mesmo tempo poderia sair do piso do trem uma “passarela” metálica que vença esse vão e chegue até a plataforma, se apoiando na mesma, formando uma “ponte” de acesso para o vagão.

Algo fixo na própria plataforma pode atrapalhar o deslocamento do trem.

Você pensou em mais alguma alternativa?

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Mara Gabrilli

Me formei em arquitetura em Santos, e em 2005 não se falava em acessibilidade por lá.
Então como trabalhar com acessibilidade? Foi aí que me falaram da Mara Gabrilli, que estava a frente da primeira Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, em São Paulo. Um professor meu – Paulo Von Poser – me incentivou a entrar em contato com ela.

Mesmo achando que jamais receberia uma resposta, mandei um e-mail para Mara Gabrilli, com o meu TCC sobre acessibilidade. Disse no e-mail que gostaria muito de trabalhar na área de projetos acessíveis e pedi ajuda.
Dois dias depois ela me respondeu falando que gostou muito do meu trabalho e me indicou para uma empresa de consultoria que na época prestava serviço de acessibilidade para a Prefeitura de São Paulo. Não deu tempo de conhecê-la pessoalmente, mas agradeci a oportunidade por e-mail.

Em uma semana comecei a trabalhar nessa empresa, onde fiz centenas de visitas e laudos técnicos de acessibilidade. Me apaixonei mais ainda pela área. E me tornei fã de Mara Gabrilli. Tinha certeza que como Secretária ela recebia diversos dos meus laudos de acessibilidade.

O tempo passou, fiz contatos, trabalhei em outros lugares e a Mara Gabrilli se tornou Vereadora de São Paulo. Aí pensei: agora ela está mais ocupada do que nunca, mas eu queria muito trabalhar com ela!
Decidida, um dia fui até a Câmara dos Vereadores e logo achei o gabinete da Mara Gabrilli, era o mais movimentado do quarto andar! Na hora já fiquei louca para fazer parte da equipe. Conheci a Chefe de Gabinete Ana Claudia Carletto, que me recebeu muito bem e conversamos bastante. Então eu disse: “Avisa a Mara que eu vou trabalhar com ela. Ela querendo ou não”.
Então a Claudinha (em meia hora fiquei íntima) me apresentou pra Mara. Fiquei emocionada e as palavras sumiram. A Mara gostou da idéia de ter uma arquiteta no gabinete!

Desde então não parei mais, entrei no ritmo agitado das demais assessoras. Quanto mais eu convivo com a Mara, mais eu aprendo sobre acessibilidade e a importância de um lugar acessível para cada ser humano.
Se não entrar no ritmo da Mara não tem jeito, esqueça a idéia de fazer parte de sua equipe.

Ela pede para eu ir verificar acessibilidade em todos os cantos de São Paulo: praça na Casa Verde, calçadas em São Miguel, edificação inadequada no Butantã, vaga de estacionamento de munícipe na Vila Monumento, travessia de pedestres em Campo Limpo, rampa inadequada em edifício histórico no Centro, parque na Vila Formosa, acessibilidade em edifícios na Vila Madalena, Pirituba, Freguesia do Ó, São Matheus, Santo Amaro, Parelheiros, Morumbi, Bela Vista… E não tem hora nem dia, pode ser às 21h de uma quarta feira, sábado a tarde ou até mesmo em feriado.

Em suas palestras sempre reparo que os espectadores ficam emocionados, e sem palavras como eu também fiquei, ao ouvir sua história de superação e admirados com o conhecimento do universo das pessoas com deficiência. Sempre com uma memória incrível não esquece nada e quando eu acho que ela vai perder o fio da meada o assunto é retomado de forma impressionante!

Tenho muito orgulho de fazer parte de uma equipe que está fazendo a diferença na cidade de São Paulo e eu tenho certeza que esse trabalho será replicado para todo o Brasil.

Esse país precisa urgente de uma pessoa que lute pelos direitos das pessoas com deficiência.

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Um dos quisitos básicos para considerarmos um lugar acessível é: autonomia. Além de segurança e conforto.

Com autonomia qualquer ajuda é dispensada, a pessoa se sente a vontade, confiante e percorre os ambientes em sua própria cadeira de rodas.

Na minha opinião esse tipo de cadeira que corre por um trilho preso em escadas não é um exemplo de acessibilidade.

A intenção é boa. Mas a pessoa precisa sair de sua cadeira de rodas, se transferir para esse equipamento e se deslocar para o outro pavimento.
Alguém vai ter que AJUDAR a levar a cadeira de rodas para o outro pavimento. Se houver acompanhante e este não tiver força para carregar a cadeira de rodas terá que pedir ajuda.
Até isso tudo acontecer a pessoa já perdeu o foco da visita, o percurso se transformou em um evento por que todos param para olhar e dar palpites, e quem usa cadeira de rodas vai passar o tempo todo lembrando que em algum momento terá que voltar a usar esse equipamento para descer as escadas.

Creio também que este equipamento, dependendo da posição que for instalado, atrapalha na circulação dos demais visitantes do local.

Já recomendei esse tipo de “cadeira que sobe escada” para uma residência de um idoso com mobilidade reduzida. Mas em outros casos eu não recomendo.

Esse é meu ponto de vista. Você concorda?

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Na semana passada foi lançado no 4º Fórum Nacional de Museus, em Brasília, o Caderno de Acessibilidade – Reflexões e Experiência em Museus e Exposições que trabalha a acessibilidade dos espaços museológicos.

O caderno foi feito pela Expomus em um projeto incentivado (Lei Rouanet) e é de distribuição gratuita para todas as instituições culturais e pessoas que trabalhem com acessibilidade.

Ainda restam 300 exemplares!
Para conseguir basta falar com a Bárbara @Babs_Cury ou mandar um e-mail para: barbara@expomus.com.br
Para retirar basta ir nesse endereço:
Rua Prof. João Brito, 124 – Vila Nova Conceição – São Paulo. Tel (11) 3044-0588 ramal 33

Esse material não pode ficar encalhado!
Quem se interessar, por favor, dá um jeitinho de passar lá pra pegar, ok? 🙂

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Facilidades

Selecionei alguns objetos que eu acho interessante mostrar aqui.

O primeiro exemplo são os “palitinhos” de fondue. Cada um tem uma cor direfente na ponta para identificação.

Demorou para eu ver um saquinho de pastel com os sabores escritos. Antes era preciso morder o pastel dos colegas para saber qual é o nosso.

Essa forma de gelo eu tenho em casa e uso muito.

Do blog Bem Legaus eu tirei essas 3 imagens:
1 – Suporte para saquinho de lixo de pia de cozinha.
2 – Bandeja para copos. Pra que ficar se equilibrando?
3 – Bolsa para a família.

Se quiser ver mais objetos legais clique AQUIIII e AQUIIII.

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Estacionamento II

Havia feito um post falando sobre vagas de estacionamento reservadas e adaptadas para pessoas com deficiência.
Relembre AQUI.

Hoje passando em frente uma agência bancária não pude deixar de reparar em uma dessas vagas.
Estava sem máquina e apelei para o celular. Além disso estava chovendo e por ser horário de almoço tinha muita gente circulando, por isso a foto ficou horrível! Mas dá pra entender 🙂

Fazendo uma forcinha a gente repara que tem uma placa ao lado da sinalização indicando que ali é vaga para pessoas com deficiencia. E nessa placa ao lado está escrito que é “proibido estacionar motos”!
Mas pode ter vasos de concreto???
Essa faixa de transferência é para estar sempre livre de obstáculos!

Os cinco vasos de concreto dificultam a transferência da pessoa que está no carro para a cadeira de rodas (e vice versa). A agência bancária não entendeu que essa faixa pintada de amarelo deve ser livre de qualquer obstáculo, não só motos.

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Condomínios devem garantir acessíbilidade!
Esse VÍDEO diz tudo.
Quem fala sobre isso é o Advogado Márcio Rachkorsky, especializado em direito condominal.
Veja também ESSA matéria.
🙂

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