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Archive for agosto \30\-03:00 2010

Em um apartamento residencial não há (geralmente) muito espaço para manobra de uma cadeira de rodas.
Sendo assim as paredes, portas e batentes ficam com a marca da cadeira sempre numa altura de 30 centímetros.

Na hora de decorar é legal a gente indicar um rodapé com altura de 30 centímetros, assim como proteção da mesma altura nos batentes e nas portas.
Deve ser algo de bom gosto que reforce a pintura e não deixe marcas exageradas pelo apartamento.

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Dorina Nowill

Hoje faleceu a Dorina Nowill, como muitos dizem: “a luz dos cegos”.

Esse é o site da Fundação Dorina Nowill que ajuda gente do Brasil todo levando cultura e informação através de livros em Braille e livros falados. Até a revista Veja falada sai da Fundação.

Mauricio de Sousa se inspirou nessa grande mulher para criar a personagem Dorinha. Veja mais aqui.

Na foto Dudu Braga, Mônica, David Farias Costa, Dorina Nowill, Dorinha e Mauricio de Sousa.

Dorina Nowill lutou em prol das pessoas com deficiência visual. São inúmeras as suas conquistas.
Tudo que ela poderia ter feito em vida ela fez.
Deixará saudades.

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Pés diversos

Só encontramos calçados femininos a partir do número 34 e mesmo assim não é fácil achar.
A numeração vai geralmente até o número 40 e também é difícil encontrar.
Conhecemos bastante gente que calça 33 e 42 por exemplo!

A @BiaBiancaBia amiga arquiteta calça 33 e sabe o quanto é difícil achar sapato de adulto! Quando o sapato de salto alto é número 33 nunca é proporcional ao tamanho, pois o mesmo salto de um sapato 37 não pode ter a mesma altura de um sapato 33, tem que ser proporcional.
O pé 33 é pequeno e se o salto for muito alto a pessoa fica sem equilíbrio.

Quem joga basquete, por exemplo, e é bem alta também tem dificuldade em encontrar sapatos de tamanhos maiores. Encontrei por acaso ESSA LOJA que vende tamanhos do 40 até o 43.

Fica a dica.
Sei o quanto é difícil encontrar um sapato legal.

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Antes de trabalhar em projetos de acessibilidade, meu trabalho é de conscientização.
Por isso em minhas palestras antes de começar a falar de acessibilidade mostro esse slide:

Acessibilidade é imporante para todas as pessoas. Em algum momento da vida a gente pode precisar. Os exemplos são vários:
-atletas que sofrem alguma lesão e precisa usar muletas;
-quem quebra o pé ou os dois braços;
-quando precisamos abrir uma porta e estamos com as mãos ocupadas e pensamos que a maçaneta pode ser alavanca;
-quando estamos carreganod algo muito pesado e precisamos acessar outro pavimento e não tem elevador;
-em dias chuvosos procuramos caminhar por pisos antiderrapantes;
-pessoas muito altas em mesas de praça de alimentação de shopping;
-mãe com carrinho de bebê, se for gemeos ocupa mais espaço ainda;
-busca por fraldários em lugares públicos;
-balcão de atendimento alto e desconfortável;
-lugar para pendurar bolsa dentro de sanitários;
entre milhares de outros exemplos!

Para exemplificar como precisamos de lugares acessíveis, fiz uma pesquisa no twitter e várias pessoas contaram sobre sua diversidade! Confira AQUI.

Depois falo também sobre as Leis de Acessibilidade. A principal é a Lei 10.098/2000 e o Decreto 5296/2004. Porém tem outras diversas Leis mais específicas, como por exemplo que exige que os restaurantes tenham cardápio em Braille.
A Norma de Acessibilidade é a NBR 9050/2004.
A Norma de Elevadores até 12 metros é a NBR 12.892/2009. A Norma de Plataformas Elevatórias até 4 metros é a NBR 15.655-1/2009. AQUI tem blocos de AutoCad para projetos.

Concluo a primeira parte da palestra falando que “Lei é o que não falta”. O que falta é fiscalização, conscientização e profissionais interessados em mudar alguma coisa no mundo!
Depois dou bastante exemplo prático sobre acessibilidade no dia a dia, dou dicas e respondo perguntas no final.

Minha próxima palestra será no Rio de Janeiro, dia 26 de agosto às 10:15h. Gratuito! Saiba mais CLICANDO AQUI.

E dia 27 de agosto estarei em Piracicaba falando mais de acessibilidade!

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Sempre que preciso comprar piso tátil ligo para algumas empresas conhecidas que revendem o produto e cobram caro a instalação. Ou muitas vezes a empresa não faz instalação.

Já fiz um post aqui sobre piso tátil, CLIQUE AQUI para relembrar.

Por ser um produto simples e só existir de dois tipos (alerta e direcional), sua comercialização também deva ser facilitada, para que todas as pessoas tenham acesso ao produto.

As grandes lojas de construção já vendem barras de apoio, vasos sanitários com medidas adequadas, torneira com maçaneta alavanca, acessórios sanitários, etc. Seria ótimo se a gente já colocasse no mesmo carrinho o piso tátil.
Muitas vezes quero apenas 10 unidades e é um transtorno ir em um lugar especial para comprar só isso. Quando preciso de muita quantidade tem o problema do preço e o fato da instalação ser cara.

Conheço apenas dois fabricantes de piso tátil, a DAUD e a MERCUR. Revendedor em São Paulo tem: Signo Sinal, Arco Modular e Andaluz.

Então: Dicico, Center Castilho, Leroy Merlin, C&C e outras, pensem nisso com carinho! :)<a

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Essa terça-feira estive em Campina Grande – Paraíba, falando de “Acessibilidade em Edificações” no Congresso Muito Especial de Tecnologia Assistiva e Inclusão Social.

Entre muitos assuntos eu falei sobre conscientização e o básico que uma edificação precisa ter para ser acessível: autonomia, segurança e conforto. Falei também das plataformas Montele e vou deixar um telefone mais fácil para quem for da região entrar em contato: Eduardo e Fabiane (81) 3221-0941. O pessoal gostou muito da plataforma elevatória instalada em um motel!
E quem fez perguntas e não deu tempo de responder, por favor, sintam-se a vontade para perguntar aqui no blog, ok? 🙂

Estou esperando o pessoal me mandar fotos da palestra, mas enquanto isso vou colocar aqui umas fotos que tirei do Centro da cidade de Campina Grande.

Reparei que existe uma preocupação com acessibilidade nas calçadas. Nas esquinas onde há guia de rebaixamento, existe sinalização vertical indicando que ali existe a rampa. Isso facilita quem não está perto e procura uma rampa: de longe ela pode ser localizada.

Mesmo que logo depois da rampa exista uma edificação cheia de degraus, existe a intenção de tornar a cidade acessível. Sei que isso leva tempo. Mas se deve haver um ponto de partida, que seja a calçada! Se esse modelo de acessibilidade no centro da cidade for replicado por toda a cidade, as pessoas com deficiência agradecem.

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Estive em um edifício residencial estudando a melhor solução para tornar a entrada acessível.

É um edifício antigo que como muitos o térreo fica no nível da calçada e mais adiante tem degraus para chegar até o elevador. Nesse caso existem cinco degraus para serem vencidos por rampa ou plataforma elevatória.

Primeiramente estudei a possibilidade da rampa. De acordo com o espaço, a rampa ficaria com inclinação inadequada de 10% e o recomendado pela Norma é 8,33%. A largura mínima é 1,20m sem contar com mais 0,10m de cada lado para a instalação dos corrimãos, sendo assim o banco de concreto existente teria que ser removido e parte do quadro de luz ficaria comprometido com o avanço da rampa.
Sobraria de passagem um corredor de apenas um metro ao lado da rampa.
Uma grande reforma teria que ser feita nesse caso e mesmo assim a inclinação da rampa ficaria inadequada. Além da perda de espaço.
No caso de uma plataforma elevatória não há necessidade de reforma, não ocupa espaço e o prédio não perde área de circulação.

Pedi um orçamento para uma empreiteira, contando com mão de obra, material e acompanhamento de um engenheiro.
Pedi também um orçamento da Montele para ver quanto custa uma plataforma nesse caso.

Fiz as contas:
Preço da obra/rampa fica em R$295,80 para cada morador.
Preço da plataforma elevatória fica R$375,00 para cada morador.

Apresentei as duas soluções para o síndico e ainda não sei qual foi a escolha. Espero que ele escolha uma das duas soluções rapidamente, pois em 40 minutos que eu fiquei sentada no banco de concreto na entrada do edifício eu presenciei um casal de idosos chegando com carrinho de compras (ao lado há um supermercado), um idoso de bengala com mobilidade bem reduzida e uma senhora com andador. O porteiro meu falou que esses foram os primeiros moradores.

Para saber sobre os direitos das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida em condomínios, CLIQUE AQUI e assista esse vídeo com um advogado especialista.

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O antigo acessível

Mais um exemplo de que uma edificação antiga pode (e deve) ser acessível: com autonomia, segurança e conforto.

A estação da Luz, em São Paulo foi construida no fim do século XIX. Logicamente não foi projetada levando em conta o desenho universal – projeto acessível para todos, livre de barreiras arquitetônicas. Mas isso não impede que hoje ela seja acessível, atendendo as nossas necessidades.


Na foto acima a gente percebe a intenção de tornar o lugar acessível sem agredir a arquitetura da ápoca. Essa é uma rampa fixa que pode ser removida com facilidade (mas não é uma rampa móvel). No caso de uma rampa de concreto a sua remoção, caso necessário, seria bem mais complicada e deixaria marcas.
Essa rampa encosta nos degraus existentes sem deixar desnível.
O corrimão foi muito bem instalado. Repare no “guia de balizamento” da rampa, outro item importante da Norma.

O único item que eu não recomendo é o revestimendo da rampa, pois essa chapa metálica com textura confunde quem “procura” o piso tátil. Nesse caso o piso tátil instalado não tem função.

Apenas uma cor de piso tátil deve ser usada, sempre de cor contrastante com o piso em que for instalado.
O piso tátil azul está correto por estar contrastante e instalado em piso liso. O piso tátil amarelo se tornou desnecessário “brigando” com as outras texturas adjacentes, além de não estar contrastante.

Ainda na Estação da Luz temos o Museu da Lingua Portuguesa, mas sobre o Museu dessa vez só vou falar de mais um detalhe: a cobertura.

Esse é mais um exemplo de que o novo contrasta com o antigo, sem agredir.
A arquitetura antiga com suas particularidades e necessidades para a época, e a nova que completa o que na época não havia necessidade: uma cobertura para aquele espaço.
Com essa cobertura a entrada do Museu (que também é um lugar de convívio) se torna acessível, protegendo da chuva os visitantes, os equipamentos que facilitam o acesso, a bilheteria e os bancos.

A edificação deve privilegiar as pessoas em primeiro lugar. 🙂

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Palestra Montele

Fui até o Rio de Janeiro essa semana dar uma palestra de Acessibilidade em Edificações pela Montele.

É ótimo quando o público é assim, interessado. Fizeram diversas perguntas e anotaram tudo!

É importante lembrar que além de Acessibilidade ser Lei Federal (Lei 10.098/2004) as pessoas precisam se conscientizar da importância dos lugares serem acessíveis para todas as pessoas, assim como a conservação de uma plataforma elevatória!

Espero palestrar mais pela Montele, pois percebo nitidamente que as pessoas estão buscando esse conhecimento sobre elevadores e plataformas: como instalar, qual modelo é o mais indicado para cada situação, por que deve ser ou não esclausurada, se a plataforma dá autonomia em edificações, preços, etc.

Mesmo quem não foi na palestra e tiver dúvidas, pode perguntar: acessibilidade@montele.ind.br

🙂

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Essa semana estarei no Rio de Janeiro falando de Acessibilidade em Edificações.
Mais uma boa notícia: é gratuito!

Dia 05 de agosto de 2010, às 18:00 horas
Sede do IEL – Av. Rio Branco, 173 – 4°andar

Faça sua inscrição pelo telefone (21) 2224-4338 ou pelo e-mail eventos@ielegal.org.br ou marketing@montele.ind.br

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