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Archive for fevereiro \23\UTC 2011

É preciso tomar cuidado com o tamanho do vão das grelhas no fluxo de pedestres. O ideal é que elas estejam posicionadas no sentido transversal da rota!

A roda do carrinho de bebê, por exemplo, pode ficar presa e na inércia o bebê pode ser arremessado para frente.

A primeira vez que vi essa grelha foi há 4 anos atrás quando eu fui fazer uma vistoria ali perto.
Hoje continua do mesmo jeito.

Grelhas – item 6.1.5 da Norma de Acessibilidade – largura máxima do vão da grelha, indicada pela Norma de Acessibilidade: 1,5 centímetros.

Essa grelha inadequada fica na Rua Domingo de Morais perto do metrô Ana Rosa. Próximo ao banco Bradesco.

É uma calçada de fluxo intenso de pedestres. Para desviar da grelha, de um lado tem um vendedor ambulante e do outro lado um balizador, que pode ser perigoso para pessoas distraídas.
Além da grelha o piso de mosaico português não é recomendado, ainda mais em mau estado de conservação.

Tomara que alguém da Subprefeitura da Vila Mariana veja esse post.

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Já tinha feito um post sobre o meu Trabalho Final de Graduação da faculdade LEMBRE AQUI. Vou escrever mais sobre esse assunto. É o post mais lido e comentado no blog.

Para o TFG tive como partido a diversidade humana, mas no título do trabalho isso não está explícito! Pois se fosse “Parque para pessoas com deficiência” a proposta estaria completamente equivocada, pois não é um parque exclusivo. É um Parque para todas as pessoas, pois o que é exclusivo não é inclusivo.

Na época da pesquisa encontrei bastante “jardim sensorial”, mas queria que essa proposta não fosse um espaço dentro do Parque, mas sim que o parque todo fosse Sensorial. Então, além de pesquisar sobre jardim sensorial pesquisei um pouco de cada coisa e juntei tudo: parques, sensorial, ambiência, deficientes, espaço público, lazer ao ar livre… e com isso fui compondo o meu TFG.

Não existe muita informação sobre esse assunto, pois não existe um Parque com o conceito Multi Sensorial. Em uma pesquisa rápida temos as seguintes definições:

Definição de Parque: um tipo de espaço livre de edificações, normalmente caracterizado como espaço público, no qual há tipicamente abundância de vegetação e áreas não pavimentadas, mas sobretudo localizado dentro de uma região urbana. Propicia lazer e recreação aos habitantes da cidade, assim como uma apropriação lúdica do espaço público.
Definição de Sensorial: adjetivo. Relativo ao sensório, às sensações: vibração sensorial.
Sensível, palpável: fenômenos sensoriais. Impressão recebida pelo sistema nervoso central quando um dos órgãos dos sentidos recebe um estímulo exterior. Impressão moral; emoção. Surpresa, espanto seguido de certa agitação: notícia que causou sensação. Vivência significativa que mobiliza afetos e emoções: viver à procura de novas sensações.

Então a minha idéia de Parque Multi Sensorial é propiciar através do lazer sensações que aguce a percepção das pessoas. Tem como objetivo aguçar a percepção sensorial dos visitantes e promover a integração da sociedade com pessoas que por algum motivo não tem um dos sentidos.

O “Multi” que vem antes do Sensorial quer dizer que devemos pensar nas sensações que ultrapassam os cinco sentidos principais. Parece abstrato, mas imagine uma pessoa cega, por exemplo, recebendo vários tipos de informações ao mesmo tempo no meio urbano: buzina, barulho de carro, cheiro de fumaça, pessoas falando no celular, hora marcada, etc. Em um Parque essa pessoa recebe outro tipo de sensação. Sem preocupação ela relaxa e se deixa influenciar pelo ambiente.
Devemos pensar: que tipo de sensação queremos passar para pessoas que freqüentam um local de lazer? Por isso é importante estudar também sobre AMBIÊNCIA. Veja ESSE link e ESSE também.

Todos os textos do meu trabalho fui eu que escrevi com base nisso tudo que eu acabei de contar. Fiz muito desenho, foram cerca de 100 pranchas A0 feitas a mão livre. Frequentei alguns parques com venda nos olhos a fim de ter repertório para fazer esse trabalho.


😀

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Saindo do hospital…

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Bullying no jardim

Ser diferente é normal!

Amanhã coloco outro desenho 🙂

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Acessível? hahaha

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Saindo do forno agora:

Folder do segundo curso “Acessibilidade na Prática”!

Avisem seus amigos!

O primeiro curso foi um sucesso!

O próximo acontecerá nos dias 21, 22, 23 e 24 de março, com o dia 25 de março opcional que será em um museu acessível de São Paulo com visita guiada.

Como no primeiro curso teve bastante gente de outros estados, o segundo curso está sendo divulgado agora para que as pessoas que moram mais longe possam se programar para vir.

Também será de dois períodos: tarde (das 13:30h até 17:30h) e noite (das 19:00h até 23:00h).

Endereço: Rua Oscar Freire, 2040 – Pinheiros. Entre as estações Clínicas e Sumaré do metrô.

Mais informações: contato@cursodeacessibilidade.com ou (11) 2368 0342 em horário comercial.

Investimento: R$250,00 para estudantes e R$280,00 para profissionais.

🙂

CLIQUE AQUI para preencher a ficha de inscrição!

Veja AQUI as fotos do primeiro curso “Acessibilidade na Prática” e depois clique no botão “curtir”.

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Se a gente não morrer jovem vamos ficar idosos. Inevitável.

E consequentemente vamos precisar de acessibilidade, paciência dos mais novos e muita atenção.

Fiz um trabalho de acessibilidade em um “Residencial para Idosos” na cidade de Santos. Quem convive com idosos tem muitas histórias para contar. Eu tenho várias e vou contar algumas. Quem tiver um caso pode contar!

🙂

Uma senhora de 89 anos pingou colírios nos olhos e achou que ficou um pouco embaçado. Foram ver e era luftal  (para flatulências). Deu tempo de lavar.

Uma senhora bateu a perna na cadeira e estourou um vasinho, sangrou e fizeram um curativo. Mais a noite ela foi tomar banho e chamou uma colega, de 86 anos para colocar uma sacola na perna para isolar o curativo.  Ambas não perceberam que a sacola foi colocada na perna errada.

Um senhor deu uma rosa para uma senhora do quarto ao lado. Três meses depois ela disse que troca a água do vaso sempre e por isso o botão estava tão bonito! Ficamos sem graça de falar que a rosa é artificial.

Uma delas disse que não precisava de barra de apoio no box. Usa para pendurar suas calcinhas. Mas não deixa de antes, mesmo sem assumir, usar a barra para lavar os pés.

Tentou matar uma barata com laquê, achando que era inseticida.

Ligam sempre para seus familiares, preocupados para falar o que assistiu no Datena! (tenta não colocar no canal do Datena ou desligar a tv)

No lugar do sabonete um senhor tomou banho com uma daquelas pastilhas de vaso sanitário que a moça da limpeza deixou em cima da pia. Achou estranho ter ficado com partes do corpo azul.

Depois que esses fatos passam os enfermeiros e funcionários caem na risada. Lógico, isso por que não aconteceu nada de grave, pois estão sempre por perto.

É preciso etiquetas com letras grandes nas caixas de remédios, em produtos de limpeza, controle da TV, agenda com telefones úteis, iluminação adequada nos corredores, etc. Isso e muitos outros detalhes a gente aprende passando pelo menos dois dias e duas noites vivendo nesse contexto. É sempre bom ser alguém de fora que não está acostumado com o dia a dia. Resumindo, aplicamos uma APO – avaliação pós ocupação – para a melhoria da qualidade dos serviços e espaços físicos. Existem vários trabalhos onde foram aplicados APO. Uma autora que eu recomendo para esse assunto é ESSA AQUI.

Chega uma certa idade em que o idoso precisa de cuidados mais que especiais, precisa da família por perto!

No caso da minha vó Amélia, ela precisa de uma ligação minha avisando que eu cheguei em casa antes da chuva! 🙂

 

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