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Archive for julho \28\UTC 2011

Vou colocar aqui o meu Top Five de Acessibilidade dos últimos dois meses.

Número 1 – Rampa do MAC  – Museu de Arte Contemporânea – de Niterói.

A rampa não tem inclinação de 8,33% e está em local descoberto. Não possui corrimão e o guarda-corpo é baixo. É bom evitar em dias de chuva!

 

Número 2 – Bacia sanitária com uma barra ENTRE o vaso e a área de transferência. Essa barra nessa posição é como se fosse um obstáculo para o vaso. O sanitário está com dimensão correta, porém a barra está equivocada. Outro detalhe: a papeleira tem que estar na parede lateral do vaso.

Número 3 – Foto do sanitário acessível do MASP, na Av. Paulista. Esse é o segundo maior vão livre do MASP, o vão entre o lavatório e a barra de apoio! A distância correta entre o lavatório e a barra de apoio é de 4 centímetros, para que a barra não seja um obstáculo e não dificulte o uso. A barra de apoio deve ter quatro pontos de fixação na parede, para dar maior resistência. Fora isso a torneira deve ser tipo alavanca ou sensor.

Número 4 – Nesse sanitário tem uma viga, e logo abaixo o lavatório. Ao lavar as mãos, obrigatoriamente precisamos encostar nessa viga ou chegar bem perto, dependendo da altura da pessoa e do tamanho do braço.  O uso ficou bem dificultado.

Número 5 – Quem enviou essa foto foram as arquitetas do http://arquiteturaoggi.blogspot.com/  Trata-se de uma calçada em Belém. Na verdade eu ainda não entendi qual foi a proposta.

Analisando, vejo que teve uma grande preocupação em orientar deficientes visuais, mas nesse caso acabou atrapalhando.

Na primeira imagem existe o piso direcional de dos dois lados um “mini piso tátil de alerta” seguindo em paralelo com o direcional. Em uma parte tem contraste, depois não. Na outra foto, quando esse piso acaba, o vizinho tenta dar continuidade mas acaba usando outro piso.

Parece que essa calçada é estreita, portanto o correto é não usar o piso tátil. O cego vai rastrear com a bengala no lote. O piso tátil direcional é usado para espaços muito amplos onde o cego não tem ponto de referência.

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O próximo post eu quero fazer um Top Five de boas soluções! 🙂

 

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Casa Acessível

O Instituto Muito Especial, com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, inaugurou dia 23 de maio o projeto Casa Acessível para Pessoas com Deficiência do Recife.

A iniciativa  foi  promover e divulgar  os conceitos de acessibilidade na construção de habitações, reunido diversos produtos assistivos que facilitam a vida da pessoa com deficiência, mobilidade reduzida e idosos em Pernambuco.

A proposta inicial é que a Casa fosse desmontada e remontada em outras cidades, mas infelizmente a Casa foi desmontada e doada! Portanto não vai ser exposta em outras cidades por cortes de orçamento do governo.

Aqui vão algumas imagens e observações da Casa Acessível.

 

Começando pela Sala:

Detalhes da sala: sofá sem um dos “braços” para transferência da cadeira de rodas para o sofá. A mesa tem proteção nas quinas (deveria ter na parte de baixo também). A mesa é resistente ao peso de uma pessoa que pode, por exemplo, buscar apoio ao sentir tontura.

Dormitório do Casal:

Detalhes do dormitório de casal: cama retrátil, comandada por um controle remoto. Uma cama assim muita gente gostaria de ter, nem precisa ter algum tipo de deficiência. Ao lado da cama é sempre bom ter um telefone com números grandes, principalmente para idosos. A porta desse armário levanta com um simples toque. No momento estava quebrado e eu não vi funcionando.

Dormitório de Solteiro:

Detalhe do dormitório de solteiro: uma bancada única acomoda toda parte tecnológica do espaço. O que mais chamou atenção foi um aparelho que transmite para a tela do computador o que está no livro, só que em letras maiores para quem tem baixa visão. Tinha também uma impressora que fazia a leitura do livro e ao lado um aparelho que fazia a transposição das frases em Braille.

Banheiro:

Detalhe do vaso com barra de apoio retrátil com altura variável. A banheira ganhou um assento que “busca” a pessoa com deficiência e “afunda” na banheira junto com a pessoa, evitando mais uma transferência. Tudo isso com acionamento por um botão. Lógico que essa tecnologia é cara, a ideia é mostrar que existe.

A pia tem altura variada, ajustada por dois botões (com indicação em Braille) de sobe e desce. Assim os moradores da Casa, que pode ser de diversas alturas, faz sua própria regulagem. O espelho é inclinado ou não, também depende do gosto do morador.

Cozinha:

Detalhes da cozinha: na bancada de “trabalho” da cozinha tem um fogão tipo “cooktop” que permite aproximação, a pia logo ao lado, maquina de lavar louça e microondas em posição agradável. O microondas tem etiquetas em Barille.

A mesa da cozinha tem aproximação para uma ou duas cadeiras de rodas. Apertando um botão a prateleira do armário desce, a pessoa pega o que precisa e depois a prateleira sobe.

Área de Serviço:

Detalhes da área de serviço: a máquina de lavar roupa tem abertura frontal e o tanque é suspenso. O varal tem um acionamento eletrônico onde apertando um botão todo o varal desce e sobe.

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Estive em Recife ministrando um curso sobre Residências Acessíveis, e nas 6 horas de curso falei sobre áreas públicas, áreas comuns do condomínio e o interior da habitação para pessoas de cadeira de rodas, cego, baixa visão, anão e surdos.

Quem se interessar mais pelo assunto, entra em contato. 🙂

Achei AQUI um vídeo da Casa Acessível.

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