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Pela primeira vez no Brasil!

O campeão mundial de hardcoresitting, Aaron Fotheringham, vem pela primeira vez ao Brasil para demonstrar suas habilidades sobre a cadeira de rodas.

Serão oferecidas gratuitamente oficinas de diferentes atividades físicas com o intuito de promover a prática esportiva, incluindo o público cadeirante.  Fazem parte da programação as oficinas de skate, escalada, streetball e parkour – este último, conhecido por seus praticantes transporem obstáculos urbanos, utilizando saltos e outras habilidades corporais sem fins competitivos – e também oficinas destas mesmas modalidades em suas versões adaptadas: hardcoresitting, paraescalada, freerunning e streetball.

Dia 20 de agosto nos CEUs Casa Blanca e Cidade Dutra
Dia 21 de agosto nos CEUs Aricanduva e Pera Marmelo
Horário: das 10h às 18h.

Informações: aventurasurbanas2011@gmail.com

Vi uma plataforma elevatória e não pude ficar indiferente. Me incomodou muito a presença daquele equipamento.

Vamos analisar!

Foto 1:

Esta primeira foto mostra a plataforma de frente, no pavimento térreo. Ela desce até o pavimento inferior.

Repare que não há nenhum tipo de segurança ao usuário, não há nenhum tipo de enclausuramento. Ao lado tem um cone (desses de trânsito) que estava em frente a plataforma antes da foto. Um cone foi improvisado como item de segurança para esta plataforma.

Foto 2:

Foto tirada de longe para mostrar o percurso que a plataforma faz. Dá para ver bem, pois ela é toda aberta. O equipamento foi instalado próximo a parede e tem guarda-corpo dos dois lados. Em frente a plataforma, distante mais ou menos um metro, tem uma portinha. Essa portinha em destaque não pertence a plataforma, e não garante a segurança.

Foto 3:

Na foto estou no pavimento inferior servindo de “escala humana” como referência de espaço. É nesse lugar que chega a plataforma: com um “buraco” no piso a plataforma desce e se encaixa nesse “recorte”. Se por acaso eu estivesse esperando alguém descer meu pé poderia ser guilhotinado pela plataforma, por exemplo.

Depois que a plataforma está no pavimento inferior, para sair de dentro dela é preciso cuidado! O espaço é estreito: de um lado tem móveis desmontados, do outro lado é a escada e em frente tem um corredor estreito. Tive que acionar o flash da máquina para aparecer na foto, pois o lugar é escuro.

Foto 4:

Essas fotos mostram os detalhes do equipamento. Dá pra perceber a falta de preocupação com a segurança do usuário.

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Existem 8 Normas Técnicas referentes a Plataformas Elevatórias. Todas devem ser seguidas a risca para garantir os itens básicos de acessibilidade ao usuário: conforto, segurança e autonomia.

Para ilustrar, a seguinte foto é um corte esquemático de uma Plataforma Elevatória que atende todas as Normas:

Fiquem atentos a essas recomendações na hora de especificar qualquer tipo de equipamentos para qualquer lugar que seja!

Caso aconteça algum acidente com o usuário logo irão perguntar quem fez a recomendação. Quem se responsabiliza? O arquiteto? O fabricante? Quem comprou? Na dúvida, pesquise!

Já ouvi falar assim: “há… pode ser simples, é para colocar em casa”. Pior ainda! A residência é o primeiro lugar onde devemos ter segurança. Se a plataforma não for adequada o usuário pode se acidentar, pior ainda se estiver sozinho no momento. Uma criança pode se machucar, ficar presa, enfim. Até mesmo o cachorro da família pode se machucar.

Em lugares públicos ou privados, com pouco ou muito fluxo, a PESSOA que está usando a Plataforma Elevatória deve ter todas as garantias de segurança! Estamos falando de pessoas, e isso não pode ser tratado com descaso.

🙂

Vou colocar aqui o meu Top Five de Acessibilidade dos últimos dois meses.

Número 1 – Rampa do MAC  – Museu de Arte Contemporânea – de Niterói.

A rampa não tem inclinação de 8,33% e está em local descoberto. Não possui corrimão e o guarda-corpo é baixo. É bom evitar em dias de chuva!

 

Número 2 – Bacia sanitária com uma barra ENTRE o vaso e a área de transferência. Essa barra nessa posição é como se fosse um obstáculo para o vaso. O sanitário está com dimensão correta, porém a barra está equivocada. Outro detalhe: a papeleira tem que estar na parede lateral do vaso.

Número 3 – Foto do sanitário acessível do MASP, na Av. Paulista. Esse é o segundo maior vão livre do MASP, o vão entre o lavatório e a barra de apoio! A distância correta entre o lavatório e a barra de apoio é de 4 centímetros, para que a barra não seja um obstáculo e não dificulte o uso. A barra de apoio deve ter quatro pontos de fixação na parede, para dar maior resistência. Fora isso a torneira deve ser tipo alavanca ou sensor.

Número 4 – Nesse sanitário tem uma viga, e logo abaixo o lavatório. Ao lavar as mãos, obrigatoriamente precisamos encostar nessa viga ou chegar bem perto, dependendo da altura da pessoa e do tamanho do braço.  O uso ficou bem dificultado.

Número 5 – Quem enviou essa foto foram as arquitetas do http://arquiteturaoggi.blogspot.com/  Trata-se de uma calçada em Belém. Na verdade eu ainda não entendi qual foi a proposta.

Analisando, vejo que teve uma grande preocupação em orientar deficientes visuais, mas nesse caso acabou atrapalhando.

Na primeira imagem existe o piso direcional de dos dois lados um “mini piso tátil de alerta” seguindo em paralelo com o direcional. Em uma parte tem contraste, depois não. Na outra foto, quando esse piso acaba, o vizinho tenta dar continuidade mas acaba usando outro piso.

Parece que essa calçada é estreita, portanto o correto é não usar o piso tátil. O cego vai rastrear com a bengala no lote. O piso tátil direcional é usado para espaços muito amplos onde o cego não tem ponto de referência.

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O próximo post eu quero fazer um Top Five de boas soluções! 🙂

 

Casa Acessível

O Instituto Muito Especial, com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, inaugurou dia 23 de maio o projeto Casa Acessível para Pessoas com Deficiência do Recife.

A iniciativa  foi  promover e divulgar  os conceitos de acessibilidade na construção de habitações, reunido diversos produtos assistivos que facilitam a vida da pessoa com deficiência, mobilidade reduzida e idosos em Pernambuco.

A proposta inicial é que a Casa fosse desmontada e remontada em outras cidades, mas infelizmente a Casa foi desmontada e doada! Portanto não vai ser exposta em outras cidades por cortes de orçamento do governo.

Aqui vão algumas imagens e observações da Casa Acessível.

 

Começando pela Sala:

Detalhes da sala: sofá sem um dos “braços” para transferência da cadeira de rodas para o sofá. A mesa tem proteção nas quinas (deveria ter na parte de baixo também). A mesa é resistente ao peso de uma pessoa que pode, por exemplo, buscar apoio ao sentir tontura.

Dormitório do Casal:

Detalhes do dormitório de casal: cama retrátil, comandada por um controle remoto. Uma cama assim muita gente gostaria de ter, nem precisa ter algum tipo de deficiência. Ao lado da cama é sempre bom ter um telefone com números grandes, principalmente para idosos. A porta desse armário levanta com um simples toque. No momento estava quebrado e eu não vi funcionando.

Dormitório de Solteiro:

Detalhe do dormitório de solteiro: uma bancada única acomoda toda parte tecnológica do espaço. O que mais chamou atenção foi um aparelho que transmite para a tela do computador o que está no livro, só que em letras maiores para quem tem baixa visão. Tinha também uma impressora que fazia a leitura do livro e ao lado um aparelho que fazia a transposição das frases em Braille.

Banheiro:

Detalhe do vaso com barra de apoio retrátil com altura variável. A banheira ganhou um assento que “busca” a pessoa com deficiência e “afunda” na banheira junto com a pessoa, evitando mais uma transferência. Tudo isso com acionamento por um botão. Lógico que essa tecnologia é cara, a ideia é mostrar que existe.

A pia tem altura variada, ajustada por dois botões (com indicação em Braille) de sobe e desce. Assim os moradores da Casa, que pode ser de diversas alturas, faz sua própria regulagem. O espelho é inclinado ou não, também depende do gosto do morador.

Cozinha:

Detalhes da cozinha: na bancada de “trabalho” da cozinha tem um fogão tipo “cooktop” que permite aproximação, a pia logo ao lado, maquina de lavar louça e microondas em posição agradável. O microondas tem etiquetas em Barille.

A mesa da cozinha tem aproximação para uma ou duas cadeiras de rodas. Apertando um botão a prateleira do armário desce, a pessoa pega o que precisa e depois a prateleira sobe.

Área de Serviço:

Detalhes da área de serviço: a máquina de lavar roupa tem abertura frontal e o tanque é suspenso. O varal tem um acionamento eletrônico onde apertando um botão todo o varal desce e sobe.

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Estive em Recife ministrando um curso sobre Residências Acessíveis, e nas 6 horas de curso falei sobre áreas públicas, áreas comuns do condomínio e o interior da habitação para pessoas de cadeira de rodas, cego, baixa visão, anão e surdos.

Quem se interessar mais pelo assunto, entra em contato. 🙂

Achei AQUI um vídeo da Casa Acessível.

O Parque Dona Lindu é uma ótima atração turística, ponto de encontro para recreação, prática de esportes, convívio, etc. Está localizado na praia de Boa Viagem, em Recife, capital de Pernambuco.

O projeto do Parque é de Oscar Niemeyer, inclui 60,65% de área verde, equivalente a 20 mil metros quadrados. Cerca de 12,35% do terreno se destinam a equipamentos públicos de lazer: quadra, rampa de skate, parquinho infantil, área de convivência, pista de corrida e ciclovia. Cerca de 27% é edificado: teatro, pavilhão para exposição, administração do parque, restaurante, lojas e pátio.

Estive em Recife e não pude deixar de conferir a questão da ACESSIBILIDADE por lá.

Qualquer área verde é um ganho imenso para a população, que apesar de ter a praia como principal atração, é carente de áreas verdes com todos esses equipamentos que o Parque Dona Lindu dispõe.

Como o parque é bem em frente a praia, pude comparar e perceber as 17h que o Parque era muito mais frequentado que a orla da praia, como já disse, por concentrar diversos atrativos. Tinha gente de todas as idades e diversidades.

Como toda obra de Niemeyer, não poderia faltar uma marquise. Na foto acima a gente repara na diferença de textura no piso: fora da marquise são placas grandes de concreto com uma faixa de uns 10 centímetros de grama entre elas, o que não facilita tanto o caminhar de todas as pessoas. Embaixo da marquise o piso é bem lisinho e convidativo. É uma diferença proposital para rebater a forma da marquise no piso, dando continuidade e ligando ao teatro (que estava fechado) e o pavilhão de exposição.

Ao chegar uma monitora perguntou se eu precisava de acompanhamento. Só perguntei se as esculturas poderiam ser tocadas. Ela disse que não pode a pedido do autor. Então eu perguntei se um cego poderia tocar, já que seus olhos nesse caso seriam as pontas dos dedos. Ela disse que abre essa exceção.

No mezanino também é tudo branco, justamente para que as obras fiquem em destaque. Mas para uma pessoa com baixa visão ou um idoso, isso não é tão legal.

É mais ou menos assim que uma pessoa com baixa visão percebe esse lugar:

Se o piso fosse contrastante, seria assim mais ou menos:

Assim, uma pessoa com baixa visão saberia se localizar melhor, pois as paredes e “objetos” estariam em destaque. Fica também mais confortável para qualquer pessoa, pois quebra a monotonia.

O mesmo critério serve para escada, onde facilmente algum distraído pode bater a cabeça. Sem contar com a falta de corrimão.

Sinalização é fundamental para um lugar público que estamos indo pela primeira vez (ou não) e para pessoas de outras nacionalidades, por isso, para não errar o uso de SÍMBOLOS é fundamental para compreensão de todos.

O sanitário acessível deveria estar mais perto. O Símbolo Universal de Acesso não deve ser estilizado, mas nesse caso a gente até entende do que se trata…

Legal ter a opção do elevador para acessar o mezanino!

 

Na foto acima a gente vê a o sanitário acessível. É uma pena que a falta de treinamento dos funcionários fez com que não houvesse manutenção e o cesto de lixo estivesse atrapalhando a aproximação ao vaso sanitário, mas isso são detalhes.

Na parte de fora, onde tem o parque, estava bem cheio de gente se exercitando, estudantes ainda de uniformes, famílias reunidas, pessoas com cachorros, etc. Não vou ficar colocando todas as fotos que eu tirei, dá até vontade, mas aqui vou só analisar mesmo a questão das facilidades arquitetônicas.

Reparei que o parque para crianças de 2 a 4 anos é separado do parque para crianças de 5 a 8 anos. Era uma distância de aproximadamente 50 metros. Será que é legal separar tanto?

Um adulto com filhos de 3 e de 6 anos, por exemplo, não teria como acompanhar as duas crianças. É legal separar por idade, mas não afastar tanto. Na própria placa diz: “todas as crianças devem ter a supervisão de um adulto responsável”.

Não estou questionando a qualidade do espaço e a inteligência do Arquiteto, só acho que todo projeto antes de ser aprovado deveria passar por um “pente fino” de acessibilidade, para rever detalhes fáceis de corrigir em projeto e complicados de adequar depois de executados.

😀

Vale a pena conferir! Além do Centro Cultural Banco do Brasil ser um lugar maravilhoso, a exposição é acessível!

“O Mundo Mágico de Escher”

É um edifício histórico, tombado, acessível com uma exposição acessível.

Na foto acima, circulado de vermelho, uma placa bem discreta com informação em Braille referente ao pavimento, para orientar deficientes visuais.

Achei interessante a placa com o Símbolo Universal de Acesso, pois o símbolo não foi estilizado e a placa em que o símbolo está inserido foi, sendo assim uma solução legal para os publicitários que gostam de brincar com esse símbolo.

Algumas obras foram produzidas em alto relevo com textos em Braille.

Alguns espaços não pode tirar foto, mas são acessíveis para crianças, pessoas mais baixas ou de cadeira de rodas. 🙂

Leve máquina fotográfica.

Mais informações CLIQUE AQUI.

No Jornal do meio dia da Globo, o SPTV, toda quarta-feira tem uma série que fala sobre CONDOMÍNIOS.

É um assunto muito abrangente, pois viver em comunidade nem sempre é simples. Os conflitos são dos mais diversos: barulho de vizinhos, dos cachorros dos vizinhos, das crianças, de lixo, atraso no pagamento do condomínio, objetos em vagas de garagem, caminhão de mudança, etc.

Entre diversas questões está também ACESSIBILIDADE. E foi esse o assunto do SPTV Condomínios do dia 11/05/2011. VEJA AQUI A MATÉRIA.

No final o advogado especialista em direito condominal Márcio Rachkorsky explica que Acessibilidade é Lei Federal, Estadual e Municipal. Lei é o que não falta, então não tem que entrar em discussão se deve ou não adequar o prédio, e sim resolver em assembléia o quanto e como vai gastar para promover acessibilidade.

O caso da foto abaixo é de um edifício residencial onde moram vários idosos. Acho que já fiz um post sobre esse edifício aqui no blog, mas vale a pena relembrar.

Como na maioria dos prédios antigos, antes do elevador sempre tem uma sequência de degraus. Nesse caso foi improvisada uma rampa móvel, que FACILITA MAS NÃO GARANTE AUTONOMIA.

Essa rampa móvel era instável e tinha inclinação inadequada. Esses são os principais erros.

Foi então projetada uma rampa de concreto, seguindo os parâmetros da Norma de Acessibilidade. Os “armários” ao lado ganharam porta de correr para facilitar o uso.

Já essa outra foto abaixo é um outro caso que eu também já falei aqui no blog. Trata-se de um edifício antigo com os típicos degraus antes do elevador.

Só que nesse caso não havia espaço para a rampa ter inclinação adequada, então a solução foi uma plataforma elevatória da Montele.

Fora o item “acessos”, precisamos lembrar que todas as outras áreas comuns também devem ser acessíveis!

Itens a serem analisados: acessos, estacionamento, circulação acessível em cada pavimento, alcance acessível de interfones e interruptores, elevadores, áreas de lazer em geral com pelo menos um sanitário acessível.

Um edifício residencial acessível é bom para todos, não só para os moradores que por ventura podem quebrar o pé, transitar com carrinho de bebê, entrar com carrinho de compras, etc. É acessível também para uma visita que precisa de acessibilidade!

🙂

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