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Casa Acessível

O Instituto Muito Especial, com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, inaugurou dia 23 de maio o projeto Casa Acessível para Pessoas com Deficiência do Recife.

A iniciativa  foi  promover e divulgar  os conceitos de acessibilidade na construção de habitações, reunido diversos produtos assistivos que facilitam a vida da pessoa com deficiência, mobilidade reduzida e idosos em Pernambuco.

A proposta inicial é que a Casa fosse desmontada e remontada em outras cidades, mas infelizmente a Casa foi desmontada e doada! Portanto não vai ser exposta em outras cidades por cortes de orçamento do governo.

Aqui vão algumas imagens e observações da Casa Acessível.

 

Começando pela Sala:

Detalhes da sala: sofá sem um dos “braços” para transferência da cadeira de rodas para o sofá. A mesa tem proteção nas quinas (deveria ter na parte de baixo também). A mesa é resistente ao peso de uma pessoa que pode, por exemplo, buscar apoio ao sentir tontura.

Dormitório do Casal:

Detalhes do dormitório de casal: cama retrátil, comandada por um controle remoto. Uma cama assim muita gente gostaria de ter, nem precisa ter algum tipo de deficiência. Ao lado da cama é sempre bom ter um telefone com números grandes, principalmente para idosos. A porta desse armário levanta com um simples toque. No momento estava quebrado e eu não vi funcionando.

Dormitório de Solteiro:

Detalhe do dormitório de solteiro: uma bancada única acomoda toda parte tecnológica do espaço. O que mais chamou atenção foi um aparelho que transmite para a tela do computador o que está no livro, só que em letras maiores para quem tem baixa visão. Tinha também uma impressora que fazia a leitura do livro e ao lado um aparelho que fazia a transposição das frases em Braille.

Banheiro:

Detalhe do vaso com barra de apoio retrátil com altura variável. A banheira ganhou um assento que “busca” a pessoa com deficiência e “afunda” na banheira junto com a pessoa, evitando mais uma transferência. Tudo isso com acionamento por um botão. Lógico que essa tecnologia é cara, a ideia é mostrar que existe.

A pia tem altura variada, ajustada por dois botões (com indicação em Braille) de sobe e desce. Assim os moradores da Casa, que pode ser de diversas alturas, faz sua própria regulagem. O espelho é inclinado ou não, também depende do gosto do morador.

Cozinha:

Detalhes da cozinha: na bancada de “trabalho” da cozinha tem um fogão tipo “cooktop” que permite aproximação, a pia logo ao lado, maquina de lavar louça e microondas em posição agradável. O microondas tem etiquetas em Barille.

A mesa da cozinha tem aproximação para uma ou duas cadeiras de rodas. Apertando um botão a prateleira do armário desce, a pessoa pega o que precisa e depois a prateleira sobe.

Área de Serviço:

Detalhes da área de serviço: a máquina de lavar roupa tem abertura frontal e o tanque é suspenso. O varal tem um acionamento eletrônico onde apertando um botão todo o varal desce e sobe.

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Estive em Recife ministrando um curso sobre Residências Acessíveis, e nas 6 horas de curso falei sobre áreas públicas, áreas comuns do condomínio e o interior da habitação para pessoas de cadeira de rodas, cego, baixa visão, anão e surdos.

Quem se interessar mais pelo assunto, entra em contato. 🙂

Achei AQUI um vídeo da Casa Acessível.

O Parque Dona Lindu é uma ótima atração turística, ponto de encontro para recreação, prática de esportes, convívio, etc. Está localizado na praia de Boa Viagem, em Recife, capital de Pernambuco.

O projeto do Parque é de Oscar Niemeyer, inclui 60,65% de área verde, equivalente a 20 mil metros quadrados. Cerca de 12,35% do terreno se destinam a equipamentos públicos de lazer: quadra, rampa de skate, parquinho infantil, área de convivência, pista de corrida e ciclovia. Cerca de 27% é edificado: teatro, pavilhão para exposição, administração do parque, restaurante, lojas e pátio.

Estive em Recife e não pude deixar de conferir a questão da ACESSIBILIDADE por lá.

Qualquer área verde é um ganho imenso para a população, que apesar de ter a praia como principal atração, é carente de áreas verdes com todos esses equipamentos que o Parque Dona Lindu dispõe.

Como o parque é bem em frente a praia, pude comparar e perceber as 17h que o Parque era muito mais frequentado que a orla da praia, como já disse, por concentrar diversos atrativos. Tinha gente de todas as idades e diversidades.

Como toda obra de Niemeyer, não poderia faltar uma marquise. Na foto acima a gente repara na diferença de textura no piso: fora da marquise são placas grandes de concreto com uma faixa de uns 10 centímetros de grama entre elas, o que não facilita tanto o caminhar de todas as pessoas. Embaixo da marquise o piso é bem lisinho e convidativo. É uma diferença proposital para rebater a forma da marquise no piso, dando continuidade e ligando ao teatro (que estava fechado) e o pavilhão de exposição.

Ao chegar uma monitora perguntou se eu precisava de acompanhamento. Só perguntei se as esculturas poderiam ser tocadas. Ela disse que não pode a pedido do autor. Então eu perguntei se um cego poderia tocar, já que seus olhos nesse caso seriam as pontas dos dedos. Ela disse que abre essa exceção.

No mezanino também é tudo branco, justamente para que as obras fiquem em destaque. Mas para uma pessoa com baixa visão ou um idoso, isso não é tão legal.

É mais ou menos assim que uma pessoa com baixa visão percebe esse lugar:

Se o piso fosse contrastante, seria assim mais ou menos:

Assim, uma pessoa com baixa visão saberia se localizar melhor, pois as paredes e “objetos” estariam em destaque. Fica também mais confortável para qualquer pessoa, pois quebra a monotonia.

O mesmo critério serve para escada, onde facilmente algum distraído pode bater a cabeça. Sem contar com a falta de corrimão.

Sinalização é fundamental para um lugar público que estamos indo pela primeira vez (ou não) e para pessoas de outras nacionalidades, por isso, para não errar o uso de SÍMBOLOS é fundamental para compreensão de todos.

O sanitário acessível deveria estar mais perto. O Símbolo Universal de Acesso não deve ser estilizado, mas nesse caso a gente até entende do que se trata…

Legal ter a opção do elevador para acessar o mezanino!

 

Na foto acima a gente vê a o sanitário acessível. É uma pena que a falta de treinamento dos funcionários fez com que não houvesse manutenção e o cesto de lixo estivesse atrapalhando a aproximação ao vaso sanitário, mas isso são detalhes.

Na parte de fora, onde tem o parque, estava bem cheio de gente se exercitando, estudantes ainda de uniformes, famílias reunidas, pessoas com cachorros, etc. Não vou ficar colocando todas as fotos que eu tirei, dá até vontade, mas aqui vou só analisar mesmo a questão das facilidades arquitetônicas.

Reparei que o parque para crianças de 2 a 4 anos é separado do parque para crianças de 5 a 8 anos. Era uma distância de aproximadamente 50 metros. Será que é legal separar tanto?

Um adulto com filhos de 3 e de 6 anos, por exemplo, não teria como acompanhar as duas crianças. É legal separar por idade, mas não afastar tanto. Na própria placa diz: “todas as crianças devem ter a supervisão de um adulto responsável”.

Não estou questionando a qualidade do espaço e a inteligência do Arquiteto, só acho que todo projeto antes de ser aprovado deveria passar por um “pente fino” de acessibilidade, para rever detalhes fáceis de corrigir em projeto e complicados de adequar depois de executados.

😀

Vale a pena conferir! Além do Centro Cultural Banco do Brasil ser um lugar maravilhoso, a exposição é acessível!

“O Mundo Mágico de Escher”

É um edifício histórico, tombado, acessível com uma exposição acessível.

Na foto acima, circulado de vermelho, uma placa bem discreta com informação em Braille referente ao pavimento, para orientar deficientes visuais.

Achei interessante a placa com o Símbolo Universal de Acesso, pois o símbolo não foi estilizado e a placa em que o símbolo está inserido foi, sendo assim uma solução legal para os publicitários que gostam de brincar com esse símbolo.

Algumas obras foram produzidas em alto relevo com textos em Braille.

Alguns espaços não pode tirar foto, mas são acessíveis para crianças, pessoas mais baixas ou de cadeira de rodas. 🙂

Leve máquina fotográfica.

Mais informações CLIQUE AQUI.

No Jornal do meio dia da Globo, o SPTV, toda quarta-feira tem uma série que fala sobre CONDOMÍNIOS.

É um assunto muito abrangente, pois viver em comunidade nem sempre é simples. Os conflitos são dos mais diversos: barulho de vizinhos, dos cachorros dos vizinhos, das crianças, de lixo, atraso no pagamento do condomínio, objetos em vagas de garagem, caminhão de mudança, etc.

Entre diversas questões está também ACESSIBILIDADE. E foi esse o assunto do SPTV Condomínios do dia 11/05/2011. VEJA AQUI A MATÉRIA.

No final o advogado especialista em direito condominal Márcio Rachkorsky explica que Acessibilidade é Lei Federal, Estadual e Municipal. Lei é o que não falta, então não tem que entrar em discussão se deve ou não adequar o prédio, e sim resolver em assembléia o quanto e como vai gastar para promover acessibilidade.

O caso da foto abaixo é de um edifício residencial onde moram vários idosos. Acho que já fiz um post sobre esse edifício aqui no blog, mas vale a pena relembrar.

Como na maioria dos prédios antigos, antes do elevador sempre tem uma sequência de degraus. Nesse caso foi improvisada uma rampa móvel, que FACILITA MAS NÃO GARANTE AUTONOMIA.

Essa rampa móvel era instável e tinha inclinação inadequada. Esses são os principais erros.

Foi então projetada uma rampa de concreto, seguindo os parâmetros da Norma de Acessibilidade. Os “armários” ao lado ganharam porta de correr para facilitar o uso.

Já essa outra foto abaixo é um outro caso que eu também já falei aqui no blog. Trata-se de um edifício antigo com os típicos degraus antes do elevador.

Só que nesse caso não havia espaço para a rampa ter inclinação adequada, então a solução foi uma plataforma elevatória da Montele.

Fora o item “acessos”, precisamos lembrar que todas as outras áreas comuns também devem ser acessíveis!

Itens a serem analisados: acessos, estacionamento, circulação acessível em cada pavimento, alcance acessível de interfones e interruptores, elevadores, áreas de lazer em geral com pelo menos um sanitário acessível.

Um edifício residencial acessível é bom para todos, não só para os moradores que por ventura podem quebrar o pé, transitar com carrinho de bebê, entrar com carrinho de compras, etc. É acessível também para uma visita que precisa de acessibilidade!

🙂

Nós arquitetos temos poucas informações com relação a DESENHO UNIVERSAL. Então como começar a trabalhar nessa área? Como buscar conhecimento? Por onde começar?

Que tal uma Pós-Graduação?

RECOMENDO: Pós-Graduação em Desenho Universal da Faculdade Panamericana. Com profissionais qualificados e que estudam e trabalham a muito tempo na área. Vale a pena conferir AQUI NO SITE.

“O Curso tem como objetivo capacitar o profissional refletir criticamente, desenvolver objetos e configurar espaços inclusivos, tendo como princípio o Design Universal e a Arquitetura da acessibilidade que se propõe a pensar objetos e espaços adequados ao uso e ao bem estar humano, atendendo a todos, sem distinção ou segregação contemplando a universalidade dos ambientes”. 

Acontecerá todo sábado das 09:00h às 17:00h

Duração do Curso: 1 ano e meio – agosto/2011 a dezembro/2012

Unidade Angélica: Av. Angélica, 1900 – Higienópolis – São Paulo

Inscrições: o  ingresso do aluno na pós-graduação se darሠmediante a inscrição e análise de documentos

Período de inscrição: abertas até‚ 30 de Julho de 2011 (corre!)

Matrículas: Até 30 de Julho de 2011.

Investimento: 18x de R$1.050,00

E-mail: saoep@escola-panamericana.com.br (falar com Josilene)

Telefones 55 (11) 36618511 – Ramais 142


									

Festa para idosos

Em se tratando de IDOSOS qualquer cuidado é pouco.

Minha família deu uma festa de aniversário para a minha tia Jacira de 90 anos. Ela não seria a única idosa, já que seus 25 amigos(as) tem aproximadamente a mesma idade.

Algumas recomendações podem ser interessantes para festas onde se concentram muitos idosos.

Na hora do parabéns é legal que se mantenha a luz acesa, pois muitos tem baixa visão, e podem precisar de iluminação neste momento. Além de aproveitarem muito mais esse momento se as luzes estiverem acesas.

Repare na foto que a vela usada no bolo foi inadequada, podendo causar acidentes. Por isso o bolo ficou afastado. As velas tradicionais são mais recomendadas.

No salão de festas percebemos que um degrau isolado causava insegurança até para os mais novos.

Então colamos uma faixa contrastante, que fez toda a diferença! Se tivesse alguém de cadeira de rodas já seria mais complicado.

Todo degrau deve ser sinalizado com faixa que tenha contraste com o piso. Melhor ainda se ela também for antiderrapante.

Um degrau desses para pessoas com baixa visão são perigosos, e uma faixa ajuda bastante.

Outro detalhe que não aparece nas fotos são as toalhas das mesas, pois muito compridas dificultam a aproximação e ao se levantar a pessoa pode se enroscar na toalha, fazendo com o que está na mesa caia. Então as toalhas mais curtas e bem presas na mesa são mais adequadas. Para uma festa pode não ficar legal usar “jogos americamos”, mas é uma boa solução.

Essa foi a cobertura completa da festa de aniversário da tia Jacira! 🙂

Hoje as Exposições estão mais interativas: o público participa tocando, sentindo, pisando, ouvindo, vivenciando, etc. Isso é muito bom para o público que não tem um dos sentidos.

Tem material de apoio em Braille, é só pedir.

Esse tipo de exposição, como Água na Oca , é muito interessante para aguçar os nossos sentidos e ao mesmo tempo para a gente aprender mais sobre o universo da ÁGUA!

Minhas fotos não ficaram nada boas, mas dá pra entender que é acessível para todos os públicos.

Vários peixes foram reproduzidos para poder tocar!

Nessa parte (que aparece na foto acima) a gente deita em colchões d`’agua e ficamos olhando os peixes passando, projetados no teto, o que dá a sensação de que também estamos na água! É demais, só indo e sentindo mesmo.

Como o local é escuro, embaixo das “camas” há uma iluminação para melhor localização.

A Oca é acessível arquitetonicamente, porém o elevador não estava funcionando, o que pode dificultar a locomoção de várias pessoas. Os pavimentos são interligados por rampas, porém, com inclinação acima do recomendado.

o recomendado é 8,33% e a inclunação das rampas da Oca devem ser de 12% aproximadamente

Todos os espaços, instalações e obras são acessíveis e os monitores são preparados para receber qualquer público.

A Exposição Água na Oca vai até o dia 8 de maio 2011, fica na Av. Pedro Álvares Cabral s/n, portão 3 – Parque do Ibirapuera. Agendamento e informações: (11) 3883-9090  exposicao@divertecultural.com.br

🙂

O primeiro e o segundo Curso “Acessibilidade na Prática” foi um sucesso.

Agora a pedidos faremos a terceira turma Intensivão de Sábado!

Acontecerá dia 02 de julho, das 8h até as 18h. Local a confirmar. Preço acessível: R$250,00 para profissionais e R$220,00 para estudantes.

Vamos colocando mais informações na nossa fan page do facebook  http://www.facebook.com/cursodeacessibilidade

No nosso site  www.cursodeacessibilidade.com E claro, aqui no blog! 🙂

Dúvidas? contato@cursodeacessibilidade.com

Audiodescrição

Tinha feito um post sobre a escola de samba “Embaixadores da Alegria”, que desfilou no sambódromo do Rio de Janeiro. Veja esse POST AQUI.

Hoje eu fiquei sabendo de uma notícia que me deixou emocionada! A Prefeitura do Rio de Janeiro inseriu Audiodescrição para pessoas com deficiência visual no desfile das escolas de samba.

Adorei a iniciativa, os deficientes também. Vale a pena assistir esse vídeo:

“Registro em video da primeira transmissão de Audiodescrição na Marquês de Sapucaí, realizada no desfile do Grupo Especial das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. O setor 13, que já possuía acessibilidade para cadeirantes e pessoas com as mais variadas deficiências, se tornou mais acessível para deficientes visuais que puderam fazer uso de fones para acompanhar o desfile”.

É a nossa cultura popular acessível para todas as pessoas, mais um ótimo exemplo para ser seguido! 🙂

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